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sábado, 23 de abril de 2011

Nome: Mortal Kombat
Gênero: Luta
Distribuidora: Warner Bros.
Plataformas: PS3 e Xbox 360

Mortal Kombat (Foto: Divulgação)

Depois de muito tempo e uma chuva de matérias relacionadas ao lançamento do título, finalmente Mortal Kombat foi lançado. E a longa espera valeu a pena, pois este game é desde já um dos favoritos a melhor jogo do ano. Confira:

Voltando as origens

Durante muitos anos, os fãs de Mortal Kombat tiveram que aturar seqüências que não agradavam, e ficavam cada vez mais distantes dos primeiros jogos da série, que foram as verdadeiras revoluções do gênero. Entretanto, a NetherRealm realizou um trabalho de recuperação dos principais elementos de sucesso do game e conseguiu desenvolver o melhor jogo para a franquia.

A começar pela volta dos combates em 2D, algo que foi perdido em Mortal Kombat 4, quando a série resolveu utilizar uma movimentação tridimensional durante os combates e que resultou em uma chuva de criticas dos fãs da série. No seu último título, Mortal Kombat Armageddon, a série ainda insistiu nessa movimentação 3D, mas ao mesmo tempo ensaiava uma volta as origens.

E o momento não poderia ser outro, depois de assistir a um de seus rivais, Street Fighter, inovar consideravelmente e ser aclamado pela atitude, era a hora de Mortal Kombat ressuscitar sua tradicional jogabilidade e procurar trazer aos consoles atuais, tudo aquilo que não era possível na época, devido a limitação de hardware, como um extenso card de cenários repletos de elementos curiosos e um leque de modos do jogo que fazer com que o game more dentro do seu console.

Mortal Kombat (Foto: Divulgação)

A boa e velha mecânica

Conforme dito acima, Mortal Kombat soube aproveitar muito bem o que a tecnologia atual oferece, a começar pela movimentação, pois o jogo agora roda a 60 frames por segundo, o que torna os movimentos mais velozes e eficientes. O sistema de combo também continua sendo executado da mesma forma em que as versões mais antigas, necessitando em alguns personagens apenas uma combinação entre 2 ou 3 botões para causar um dano considerável em seus inimigos.

E as novidades também vieram de forma brilhante no jogo. A começar pelos golpes X-Rays que como o nome já diz, consistem em apresentar de uma forma detalhadas a violência que esses golpes causam ao lutador adversário, com raio-x dos ossos se partindo com o impacto.

Outra novidade que agrada é a opção multiplayer, no qual é possível desafiar em dupla com um parceiro seus amigos, graças ao suporte de Mortal Kombat para até 4 jogadores. Enquanto dois jogadores duelam na arena, outros dois aguardam ansiosamente a hora de lutar, podendo ser convocados a qualquer momento por seus parceiros. Vale lembrar que você também pode utilizar seus adversários para desferirem golpes a qualquer momento e até mesmo ajudar a ampliar um combo, atuando de forma parecida com jogos como Marvel X Capcom.

Mortal Kombat (Foto: Divulgação)

Vida útil prolongada

Conforme foi anunciado ao longo de 2011, Mortal Kombat, diferentemente de suas versões mais antigas, possui inúmeros modos de jogo que ampliam a vida útil do game.

Além dos tradicionais torneios, onde é necessário vencer um determinado numero de adversários até encarar o grande chefão Shao Khan, Mortal Kombat apresenta um modo história repleto de animações e com um enredo muito bem elaborado. Obrigatório para os fãs da série.

Mas o modo que mais chama atenção no novo Mortal Kombat é o divertido modo de jogo Torre dos Desafios. Nele, é necessário completar centenas de desafios que variam desde simples tarefas como executar um inimigo sem golpes especiais ou em um determinado tempo, ou até mesmo algumas curiosas como acertar as bombas de Striker em um balde e lutar contra o duble de Johnny Cage em busca do papel principal em um filme.

Ainda nesse modo, é possível desbloquear outros pequenos minigames para desafiar seus amigos, entre eles os famosos Teste Sua Força, que consiste em quebrar uma pilha de madeira. O mais curioso fica por conta do modo Teste Sua Sorte em que uma roleta é acionada e ela define os rumos que o combate tomará, este podendo ter a tela invertida, personagens sem braço, sem cabeça e até mesmo com um lutador com mais energia do que o outro.

O modo online também merece um destaque. Ele conta com praticamente todos os modos do multiplayer local, entretanto o que mais chama atenção é o modo King Of The Hill. Nele você assiste a performance de outros lutadores e avalia o combate com notas e gestos. A versão para Xbox 360 é possível importar o seu avatar para que ele seja um dos espectadores.

Mortal Kombat (Foto: Divulgação)

Caras conhecidas e muitos itens secretos

Com exceção da versão para PS3 que conta com Kratos, protagonista do jogo God Of War, Mortal Kombat não conta com nenhum personagem inédito na franquia, provando mais uma vez que a intenção do jogo era retomar as origens de sucesso.

Porém ao contrario do que pode se imaginar, todos os personagens são cercados de novidades, a começar pelos gráficos da atual geração que deram novos ares a personagens “manjados” como Reptile, o ninja verde agora ganha mais características de mutante. Cyrax e Sektor continuam sendo diferenciados apenas pela cor no menu de seleção de personagens, porem estes e todos os outros personagens possuem trajes alternativos que mudam completamente o jogador.

Ainda citando Cyrax como exemplo, o ciborgue amarelo em sua roupa alternativa vira um ninja negro muito parecido com Jax. Vale lembrar que essas roupas são itens secretos que podem ser desbloqueados ao longo do jogo.

Sobre os itens secretos, Mortal Kombat, como a grande maioria dos jogos de luta, também possui itens a serem desbloqueados. Conforme você acumula pontos, estes podem ser trocados para adquirir itens que variam em ilustrações de personagens e cenários, até códigos e comandos para fatalities. Se você pensar em desbloquear todos os itens, prepare-se para muitas horas de gameplay.

Mortal Kombat (Foto: Divulgação)

Gráficos incríveis

O que mais chama atenção em Mortal Kombat é o aspecto visual do game. O jogo conseguiu mesclar muito bem elementos dos primeiros games da franquia, com o nível de detalhamento oferecido pelos consoles da atual geração.

Os cenários são um show a parte, pois além de sobrar detalhes alguns possuem uma certa interação com as lutas. É quase impossível não perder alguns segundos da sua concentração assistindo a uma perseguição entre um helicóptero e um dragão trocando tiros e bolas de fogo.

E para os fãs mais antigos, a alegria é maior ainda ao deparar com cenários tradicionais totalmente reformulados como a câmara de Goro e o Ringue dos Monges, que foram as fases mais populares do primeiro jogo da série.

Também merece destaque os personagens do jogo. Além de muito polimento por parte das figuras tradicionais, chama a atenção as conseqüências das lutas, ou seja, durante os combates, surgem diversos ferimentos e hematomas nos lutadores, que chegam a embrulhar o estomago de tão próximo aos ferimentos de verdade.

Os tradicionais fatalities também não poupam no detalhamento das cenas e fazem questão de mostrar de forma fantasiosa mas bem desenhada, todas as conseqüências da execução do pobre derrotado.

Tentou vir por cima, me deu 15 frames de vantagem. Agora, toma essa! (Foto: Divulgação)Mortal

Oscar de efeitos sonoros

Embora esse seja sempre um quesito coadjuvante nos jogos, em Mortal Kombat ele merece muito destaque. São poucos os jogos que chamam a atenção pelo barulho e pelos efeitos sonoros muito bem aplicados de forma parecida com a que acontece em nesta versão.

O som do impacto dos golpes entre os lutadores é o mesmo que acompanhamos em filmes de ação, mas em personagens “robóticos” como Cyrax e Sektor, conseguimos escutar o áudio de uma lataria sendo amassada. Isso sem contar com o áudio externo de alguns cenários, como os gritos agonizantes de pessoas sendo torturadas em um rio de ácido ou dos gritos da platéia eufórica na arena de Shao Kahn.

Desafio a prova

Mortal Kombat sempre foi conhecido por nunca ter sido um jogo fácil. Não é difícil encontrar uma pessoa que tenha terminado os primeiros títulos da série sem reclamar da “apelação” de seus adversários. na hipótese de alguns jogadores simplesmente desistirem do jogo diante deste fato, o game trouxe um nivelamento dessa dificuldade muito bem apurado.

Para você que está começando, não sinta vergonha de encarar os modos mais fáceis e curtir o game sem se estressar. E se você já possui um certo conhecimento mas a muito tempo não coloca as mãos em jogos da franquia, o modo Normal pode ser uma boa opção para se acostumar mais uma vez com o jogo. Mas se fosse costuma dizer que joga Mortal Kombat como ninguém e que Hector Sanchez (produtor do jogo) foge de você, use a opção mais difícil e boa sorte. Porém não reclame depois de combos intermináveis e de adversários que defendem TODOS os seus golpes.

Mortal Kombat (Foto: Divulgação)Mortal

Existe algo de ruim em Mortal Kombat?

Como todo bom jogo, sim! Talvez o que mais incomode seja a utilização de um botão para bloquear os golpes. Ok, para você que só joga Mortal Kombat, isso parece piada, mas e para aqueles fãs de jogos de luta em que 90% dos jogos defende-se um ataque direcionando seu lutador para trás? E se não bastasse, a configuração inicial obriga você a apertar um gatilho (botões RT no Xbox 360 e R2 no PS3) para defender um ataque, sendo que o tempo de resposta destes botões é maior que o os outros devido a maior profundidade.


E outro ponto negativo do jogo fica por conta do excesso de violência. Para os marmanjos de plantão, essa é o grande barato do jogo, sangue e ossos quebrados para todos os lados. Mas para aqueles que costumam jogar com a namorada, pessoas mais sensíveis ou até mesmo na hora em que seus filhos estão acordados, a violência gratuita de Mortal Kombat pode ser um tanto desagradável.

Conclusão

Mortal Kombat cumpriu as expectativas dos fãs da franquia e de jogos de luta. A NetherRealm fez um excelente trabalho em recuperar a série com elementos próximos aos primeiros games desenvolvidos e que são considerados os grandes clássicos. Porém, para aqueles que desconhecem a série, é bom avisar que este jogo abusa da violência e do sangue durante os combates. Como é bom dizer: Mortal Kombat voltou melhor do que nunca!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

God of War: Ghost of Sparta

"God of War" nasceu no PlayStation 2 e rapidamente se tornou a principal franquia de ação da Sony. A combinação de combates excelentes, cenários épicos, quebra-cabeças e o carisma do antiherói Kratos rendeu dois grandes jogos no PS2 e um dos principais títulos do PlayStation 3, mas também deixou sua marca no PSP, com "Chains of Olympus", lançado em 2008 e até hoje, um dos melhores jogos do portátil.

Game revela passado do herói Kratos

Eis que dois anos depois, o PSP recebe "Ghost of Sparta", uma nova aventura do Deus da Guerra, que, assim como o episódio anterior, preenche lacunas entre os títulos para consoles maiores. Esse novo "God of War" é ambientado entre o primeiro e o segundo episódio da série e tem no enredo um de seus pontos fortes.

A trama apresenta detalhes da juventude de Kratos e retoma a história de seu irmão, sugerida em um vídeo no final do primeiro "God of War" ao mesmo tempo em que mostra Kratos, coroado Deus da Guerra, liderando os soldados de Esparta. Os detalhes do enredo preenchem perfeitamente o espaço entre os dois jogos do PS2, e é difícil imaginar que o roteiro de "Ghost of Sparta" não estava previsto desde o começo da série.

O game acrescenta novas mecânicas ao já eficiente e variado repertório de Kratos, a mais interessante é a barra de fogo que, ao ser preenchida, permite ao jogador ativar chamas nas lâminas do herói. O fogo aumenta o dano das lâminas e cria cargas explosivas. Como a barra se enche rapidamente, são uma presença constante no jogo e parte essencial dos novos ataques do Fantasma de Esparta.

Lança e escudo fazem parte do arsenal

Kratos ganhou um novo movimento de esquiva e uma lança e escudo que tornam o herói ainda mais brutal. O maior problema do jogo está na disposição dos controles, com o bloqueio e esquiva nos botões de ombro do PSP e os ataques nos botões frontais, que tornam a jogatina cansativa - e dolorosa - após algumas horas.

"Ghost of Sparta" não tem momentos tão impactantes nem lutas contra chefes tão intensas quanto as de "God of War III", mas é repleto de ação do começo ao fim. Pena que o maior chefe do jogo está logo na primeira fase, uma gigantesca serpente marinha que tenta levar o navio de Kratos para as profundezas.

Ao lado de "Metal Gear Solid: Peace Walker", "Ghost of Sparta" é um dos grandes - e poucos - jogos obrigatórios do PSP em 2010. Com sequências de computação gráfica fantásticas e otímos eventos de ação contextual, marca registrada de "God of War", o jogo da Ready at Dawn poderia facilmente ser lançado para um console "maior".

CONSIDERAÇÕES

Quinto jogo da série "God of War", "Ghost of Sparta" consegue manter o padrão de qualidade da franquia e acrescentar pequenas mas importantes novidades em sua mecânica básica, que, ao lado do enredo rico e bem elaborado, tornam a segunda aventura portátil de Kratos um jogo obrigatório para os fãs de "God of War".

PL-300/07 tinha como objetivo reduzir os impostos que incidem sobre os videogames

PL-300/07 tinha como objetivo reduzir os impostos que incidem sobre os videogames

Por aparente "falta de interesse político", conforme apurou UOL Jogos, o Projeto de Lei 300 de 2007, que previa estender aos videogames os benefícios da Lei de Informática - dentre eles a redução de impostos -, foi arquivado nesta segunda-feira (31).

Reportagem de UOL Jogos apurou que o motivo para o arquivamento se deve ao afastamento de Carlito Merss, autor do Projeto de Lei e, na época, deputado federal do PT por Santa Catarina. Ele pediu renúncia do cargo após ser eleito prefeito de Joinville. Como o Projeto é de sua autoria, nenhum outro deputado pode pedir o desarquivamento para dar continuidade ao mesmo. Assim, em 180 dias o projeto será arquivado definitivamente.

O Projeto prevê a extensão dos benefícios da Lei da Informática aos jogos eletrônicos, servindo tanto ao hardware quanto ao software e outros acessórios, o que supostamente poderia resultar numa queda de preços.

A reportagem tentou entrar em contato com o prefeito Carlos Merss, que está em férias. Até a publicação desta notícia, UOL Jogos não recebeu resposta de nenhum dos assessores do prefeito.

Altos impostos

Hoje a carga tributária que incide sobre os consoles, por exemplo, pode chegar a 275%. São esses custos que fazem um PlayStation 3 de 160 GB, que custa US$ 299 nos Estados Unidos, chegar a R$ 1.999 no Brasil.

A campanha Jogo Justo é outra iniciativa que tenta reduzir os impostos da área do entretenimento eletrônico. No último sábado (29) foi realizado o 'Dia do Jogo Justo', que além de vender jogos com grandes descontos, promoveu palestras de conscientização dos impostos praticados no Brasil.