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sábado, 23 de abril de 2011

Nome: Mortal Kombat
Gênero: Luta
Distribuidora: Warner Bros.
Plataformas: PS3 e Xbox 360

Mortal Kombat (Foto: Divulgação)

Depois de muito tempo e uma chuva de matérias relacionadas ao lançamento do título, finalmente Mortal Kombat foi lançado. E a longa espera valeu a pena, pois este game é desde já um dos favoritos a melhor jogo do ano. Confira:

Voltando as origens

Durante muitos anos, os fãs de Mortal Kombat tiveram que aturar seqüências que não agradavam, e ficavam cada vez mais distantes dos primeiros jogos da série, que foram as verdadeiras revoluções do gênero. Entretanto, a NetherRealm realizou um trabalho de recuperação dos principais elementos de sucesso do game e conseguiu desenvolver o melhor jogo para a franquia.

A começar pela volta dos combates em 2D, algo que foi perdido em Mortal Kombat 4, quando a série resolveu utilizar uma movimentação tridimensional durante os combates e que resultou em uma chuva de criticas dos fãs da série. No seu último título, Mortal Kombat Armageddon, a série ainda insistiu nessa movimentação 3D, mas ao mesmo tempo ensaiava uma volta as origens.

E o momento não poderia ser outro, depois de assistir a um de seus rivais, Street Fighter, inovar consideravelmente e ser aclamado pela atitude, era a hora de Mortal Kombat ressuscitar sua tradicional jogabilidade e procurar trazer aos consoles atuais, tudo aquilo que não era possível na época, devido a limitação de hardware, como um extenso card de cenários repletos de elementos curiosos e um leque de modos do jogo que fazer com que o game more dentro do seu console.

Mortal Kombat (Foto: Divulgação)

A boa e velha mecânica

Conforme dito acima, Mortal Kombat soube aproveitar muito bem o que a tecnologia atual oferece, a começar pela movimentação, pois o jogo agora roda a 60 frames por segundo, o que torna os movimentos mais velozes e eficientes. O sistema de combo também continua sendo executado da mesma forma em que as versões mais antigas, necessitando em alguns personagens apenas uma combinação entre 2 ou 3 botões para causar um dano considerável em seus inimigos.

E as novidades também vieram de forma brilhante no jogo. A começar pelos golpes X-Rays que como o nome já diz, consistem em apresentar de uma forma detalhadas a violência que esses golpes causam ao lutador adversário, com raio-x dos ossos se partindo com o impacto.

Outra novidade que agrada é a opção multiplayer, no qual é possível desafiar em dupla com um parceiro seus amigos, graças ao suporte de Mortal Kombat para até 4 jogadores. Enquanto dois jogadores duelam na arena, outros dois aguardam ansiosamente a hora de lutar, podendo ser convocados a qualquer momento por seus parceiros. Vale lembrar que você também pode utilizar seus adversários para desferirem golpes a qualquer momento e até mesmo ajudar a ampliar um combo, atuando de forma parecida com jogos como Marvel X Capcom.

Mortal Kombat (Foto: Divulgação)

Vida útil prolongada

Conforme foi anunciado ao longo de 2011, Mortal Kombat, diferentemente de suas versões mais antigas, possui inúmeros modos de jogo que ampliam a vida útil do game.

Além dos tradicionais torneios, onde é necessário vencer um determinado numero de adversários até encarar o grande chefão Shao Khan, Mortal Kombat apresenta um modo história repleto de animações e com um enredo muito bem elaborado. Obrigatório para os fãs da série.

Mas o modo que mais chama atenção no novo Mortal Kombat é o divertido modo de jogo Torre dos Desafios. Nele, é necessário completar centenas de desafios que variam desde simples tarefas como executar um inimigo sem golpes especiais ou em um determinado tempo, ou até mesmo algumas curiosas como acertar as bombas de Striker em um balde e lutar contra o duble de Johnny Cage em busca do papel principal em um filme.

Ainda nesse modo, é possível desbloquear outros pequenos minigames para desafiar seus amigos, entre eles os famosos Teste Sua Força, que consiste em quebrar uma pilha de madeira. O mais curioso fica por conta do modo Teste Sua Sorte em que uma roleta é acionada e ela define os rumos que o combate tomará, este podendo ter a tela invertida, personagens sem braço, sem cabeça e até mesmo com um lutador com mais energia do que o outro.

O modo online também merece um destaque. Ele conta com praticamente todos os modos do multiplayer local, entretanto o que mais chama atenção é o modo King Of The Hill. Nele você assiste a performance de outros lutadores e avalia o combate com notas e gestos. A versão para Xbox 360 é possível importar o seu avatar para que ele seja um dos espectadores.

Mortal Kombat (Foto: Divulgação)

Caras conhecidas e muitos itens secretos

Com exceção da versão para PS3 que conta com Kratos, protagonista do jogo God Of War, Mortal Kombat não conta com nenhum personagem inédito na franquia, provando mais uma vez que a intenção do jogo era retomar as origens de sucesso.

Porém ao contrario do que pode se imaginar, todos os personagens são cercados de novidades, a começar pelos gráficos da atual geração que deram novos ares a personagens “manjados” como Reptile, o ninja verde agora ganha mais características de mutante. Cyrax e Sektor continuam sendo diferenciados apenas pela cor no menu de seleção de personagens, porem estes e todos os outros personagens possuem trajes alternativos que mudam completamente o jogador.

Ainda citando Cyrax como exemplo, o ciborgue amarelo em sua roupa alternativa vira um ninja negro muito parecido com Jax. Vale lembrar que essas roupas são itens secretos que podem ser desbloqueados ao longo do jogo.

Sobre os itens secretos, Mortal Kombat, como a grande maioria dos jogos de luta, também possui itens a serem desbloqueados. Conforme você acumula pontos, estes podem ser trocados para adquirir itens que variam em ilustrações de personagens e cenários, até códigos e comandos para fatalities. Se você pensar em desbloquear todos os itens, prepare-se para muitas horas de gameplay.

Mortal Kombat (Foto: Divulgação)

Gráficos incríveis

O que mais chama atenção em Mortal Kombat é o aspecto visual do game. O jogo conseguiu mesclar muito bem elementos dos primeiros games da franquia, com o nível de detalhamento oferecido pelos consoles da atual geração.

Os cenários são um show a parte, pois além de sobrar detalhes alguns possuem uma certa interação com as lutas. É quase impossível não perder alguns segundos da sua concentração assistindo a uma perseguição entre um helicóptero e um dragão trocando tiros e bolas de fogo.

E para os fãs mais antigos, a alegria é maior ainda ao deparar com cenários tradicionais totalmente reformulados como a câmara de Goro e o Ringue dos Monges, que foram as fases mais populares do primeiro jogo da série.

Também merece destaque os personagens do jogo. Além de muito polimento por parte das figuras tradicionais, chama a atenção as conseqüências das lutas, ou seja, durante os combates, surgem diversos ferimentos e hematomas nos lutadores, que chegam a embrulhar o estomago de tão próximo aos ferimentos de verdade.

Os tradicionais fatalities também não poupam no detalhamento das cenas e fazem questão de mostrar de forma fantasiosa mas bem desenhada, todas as conseqüências da execução do pobre derrotado.

Tentou vir por cima, me deu 15 frames de vantagem. Agora, toma essa! (Foto: Divulgação)Mortal

Oscar de efeitos sonoros

Embora esse seja sempre um quesito coadjuvante nos jogos, em Mortal Kombat ele merece muito destaque. São poucos os jogos que chamam a atenção pelo barulho e pelos efeitos sonoros muito bem aplicados de forma parecida com a que acontece em nesta versão.

O som do impacto dos golpes entre os lutadores é o mesmo que acompanhamos em filmes de ação, mas em personagens “robóticos” como Cyrax e Sektor, conseguimos escutar o áudio de uma lataria sendo amassada. Isso sem contar com o áudio externo de alguns cenários, como os gritos agonizantes de pessoas sendo torturadas em um rio de ácido ou dos gritos da platéia eufórica na arena de Shao Kahn.

Desafio a prova

Mortal Kombat sempre foi conhecido por nunca ter sido um jogo fácil. Não é difícil encontrar uma pessoa que tenha terminado os primeiros títulos da série sem reclamar da “apelação” de seus adversários. na hipótese de alguns jogadores simplesmente desistirem do jogo diante deste fato, o game trouxe um nivelamento dessa dificuldade muito bem apurado.

Para você que está começando, não sinta vergonha de encarar os modos mais fáceis e curtir o game sem se estressar. E se você já possui um certo conhecimento mas a muito tempo não coloca as mãos em jogos da franquia, o modo Normal pode ser uma boa opção para se acostumar mais uma vez com o jogo. Mas se fosse costuma dizer que joga Mortal Kombat como ninguém e que Hector Sanchez (produtor do jogo) foge de você, use a opção mais difícil e boa sorte. Porém não reclame depois de combos intermináveis e de adversários que defendem TODOS os seus golpes.

Mortal Kombat (Foto: Divulgação)Mortal

Existe algo de ruim em Mortal Kombat?

Como todo bom jogo, sim! Talvez o que mais incomode seja a utilização de um botão para bloquear os golpes. Ok, para você que só joga Mortal Kombat, isso parece piada, mas e para aqueles fãs de jogos de luta em que 90% dos jogos defende-se um ataque direcionando seu lutador para trás? E se não bastasse, a configuração inicial obriga você a apertar um gatilho (botões RT no Xbox 360 e R2 no PS3) para defender um ataque, sendo que o tempo de resposta destes botões é maior que o os outros devido a maior profundidade.


E outro ponto negativo do jogo fica por conta do excesso de violência. Para os marmanjos de plantão, essa é o grande barato do jogo, sangue e ossos quebrados para todos os lados. Mas para aqueles que costumam jogar com a namorada, pessoas mais sensíveis ou até mesmo na hora em que seus filhos estão acordados, a violência gratuita de Mortal Kombat pode ser um tanto desagradável.

Conclusão

Mortal Kombat cumpriu as expectativas dos fãs da franquia e de jogos de luta. A NetherRealm fez um excelente trabalho em recuperar a série com elementos próximos aos primeiros games desenvolvidos e que são considerados os grandes clássicos. Porém, para aqueles que desconhecem a série, é bom avisar que este jogo abusa da violência e do sangue durante os combates. Como é bom dizer: Mortal Kombat voltou melhor do que nunca!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

God of War: Ghost of Sparta

"God of War" nasceu no PlayStation 2 e rapidamente se tornou a principal franquia de ação da Sony. A combinação de combates excelentes, cenários épicos, quebra-cabeças e o carisma do antiherói Kratos rendeu dois grandes jogos no PS2 e um dos principais títulos do PlayStation 3, mas também deixou sua marca no PSP, com "Chains of Olympus", lançado em 2008 e até hoje, um dos melhores jogos do portátil.

Game revela passado do herói Kratos

Eis que dois anos depois, o PSP recebe "Ghost of Sparta", uma nova aventura do Deus da Guerra, que, assim como o episódio anterior, preenche lacunas entre os títulos para consoles maiores. Esse novo "God of War" é ambientado entre o primeiro e o segundo episódio da série e tem no enredo um de seus pontos fortes.

A trama apresenta detalhes da juventude de Kratos e retoma a história de seu irmão, sugerida em um vídeo no final do primeiro "God of War" ao mesmo tempo em que mostra Kratos, coroado Deus da Guerra, liderando os soldados de Esparta. Os detalhes do enredo preenchem perfeitamente o espaço entre os dois jogos do PS2, e é difícil imaginar que o roteiro de "Ghost of Sparta" não estava previsto desde o começo da série.

O game acrescenta novas mecânicas ao já eficiente e variado repertório de Kratos, a mais interessante é a barra de fogo que, ao ser preenchida, permite ao jogador ativar chamas nas lâminas do herói. O fogo aumenta o dano das lâminas e cria cargas explosivas. Como a barra se enche rapidamente, são uma presença constante no jogo e parte essencial dos novos ataques do Fantasma de Esparta.

Lança e escudo fazem parte do arsenal

Kratos ganhou um novo movimento de esquiva e uma lança e escudo que tornam o herói ainda mais brutal. O maior problema do jogo está na disposição dos controles, com o bloqueio e esquiva nos botões de ombro do PSP e os ataques nos botões frontais, que tornam a jogatina cansativa - e dolorosa - após algumas horas.

"Ghost of Sparta" não tem momentos tão impactantes nem lutas contra chefes tão intensas quanto as de "God of War III", mas é repleto de ação do começo ao fim. Pena que o maior chefe do jogo está logo na primeira fase, uma gigantesca serpente marinha que tenta levar o navio de Kratos para as profundezas.

Ao lado de "Metal Gear Solid: Peace Walker", "Ghost of Sparta" é um dos grandes - e poucos - jogos obrigatórios do PSP em 2010. Com sequências de computação gráfica fantásticas e otímos eventos de ação contextual, marca registrada de "God of War", o jogo da Ready at Dawn poderia facilmente ser lançado para um console "maior".

CONSIDERAÇÕES

Quinto jogo da série "God of War", "Ghost of Sparta" consegue manter o padrão de qualidade da franquia e acrescentar pequenas mas importantes novidades em sua mecânica básica, que, ao lado do enredo rico e bem elaborado, tornam a segunda aventura portátil de Kratos um jogo obrigatório para os fãs de "God of War".

PL-300/07 tinha como objetivo reduzir os impostos que incidem sobre os videogames

PL-300/07 tinha como objetivo reduzir os impostos que incidem sobre os videogames

Por aparente "falta de interesse político", conforme apurou UOL Jogos, o Projeto de Lei 300 de 2007, que previa estender aos videogames os benefícios da Lei de Informática - dentre eles a redução de impostos -, foi arquivado nesta segunda-feira (31).

Reportagem de UOL Jogos apurou que o motivo para o arquivamento se deve ao afastamento de Carlito Merss, autor do Projeto de Lei e, na época, deputado federal do PT por Santa Catarina. Ele pediu renúncia do cargo após ser eleito prefeito de Joinville. Como o Projeto é de sua autoria, nenhum outro deputado pode pedir o desarquivamento para dar continuidade ao mesmo. Assim, em 180 dias o projeto será arquivado definitivamente.

O Projeto prevê a extensão dos benefícios da Lei da Informática aos jogos eletrônicos, servindo tanto ao hardware quanto ao software e outros acessórios, o que supostamente poderia resultar numa queda de preços.

A reportagem tentou entrar em contato com o prefeito Carlos Merss, que está em férias. Até a publicação desta notícia, UOL Jogos não recebeu resposta de nenhum dos assessores do prefeito.

Altos impostos

Hoje a carga tributária que incide sobre os consoles, por exemplo, pode chegar a 275%. São esses custos que fazem um PlayStation 3 de 160 GB, que custa US$ 299 nos Estados Unidos, chegar a R$ 1.999 no Brasil.

A campanha Jogo Justo é outra iniciativa que tenta reduzir os impostos da área do entretenimento eletrônico. No último sábado (29) foi realizado o 'Dia do Jogo Justo', que além de vender jogos com grandes descontos, promoveu palestras de conscientização dos impostos praticados no Brasil.


Fim da Guitarra

As perspectivas da Activision Blizzard para o primeiro trimestre ficou abaixo das expectativas de Wall Street e a empresa fechará sua divisão responsável pelos jogos de música 'Guitar Hero', o que causou queda de mais de sete por cento em suas ações, na quarta-feira.

A empresa previu receita de 70 centavos de dólar por ação para o ano, o que fica abaixo da média de 83 centavos de dólar por ação estimada pelos analistas consultados pela Thomson Reuters I/B/E/S.

'As projeções para 2011 foram muito decepcionantes --bem abaixo do que as pessoas esperavam, já que a empresa tinha um longo histórico de receita crescente,' disse Eric Kandler, analista da MKM Partners.

A Activision Blizzard anunciou que fecharia sua unidade de negócios 'Guitar Hero' e suspenderia o desenvolvimento do próximo jogo 'Guitar Hero' porque a popularidade dos videogames musicais entrou em queda. A empresa informou que demitiria 500 dos seus sete mil funcionários em todo o mundo.

Em dezembro, a Viacom vendeu a Harmonix Music Systems, produtora responsável pela série de jogos Rock Band, ao grupo de investimento Columbus Nova, e lucrou 200 milhões de dólares com a transação, estimaram analistas.

A despeito da onda de vendas de ações da Activision Blizzard na quarta-feira, alguns investidores, como Harry Rady, vice-presidente de investimento da Rady Asset Management, elogiaram a decisão da empresa de reduzir seus esforços quanto a títulos como 'Guitar Hero' e concentrar recursos em sucessos como 'Call of Duty'.

'Sempre que uma empresa se concentra em sua linha de maior sucesso para torná-la melhor e mais lucrativa --cortando um braço para tornar o corpo mais forte--, isso demonstra uma equipe de gestão disciplinada', disse Rady, que detém ações da Activision Blizzard.

Os jogos de música têm produção cara, se incluídos os custos de licenciamento das canções e o custo de fabricação de hardware especial, a exemplo de guitarras plásticas.

'Na situação econômica atual, simplesmente não há como gerar lucros com eles', disse Eric Hirshberg, presidente-executivo da Activision Publishing, em conversa telefônica com analistas.

A companhia informou ainda que não lançaria um jogo de skate no próximo ano e que poderia descartar o jogo 'True Crime: Hong Kong'. A empresa anunciou ainda uma nova plataforma digital, 'Beachhead', que seria focada na franquia de grande sucesso 'Call of Duty'.

Desde que foi lançado em novembro, 'Call of Duty: Black Ops' já quebrou recordes no varejo, registrando mais de 1 bilhão de dólares em vendas.

Hudson fecha as portas

Após a venda de 100% das ações da Hudson para a Konami, muito se especulou sobre o futuro da empresa. O desfecho foi pior do que se imaginava, culminando com o fechamento das portas da empresa responsável por clássicas séries de sucesso como "Bomberman" e "Adventure island".

De acordo com o blog Joystiq, o presidente da Hudson Entertainment, divisão ocidental de marcas da Hudson Soft, a produtora está fechando as portas no final de fevereiro, quando a Konami irá definitivamente adquirir a companhia.

Com isso, todos os projetos que estavam sendo produzidos pela Hudson Entertainent visando o mercado ocidental foram cancelados. Ainda não se sabe, entretanto, qual será o destino dos games previstos pela matriz japonesa Hudson Soft e que ainda estão em andamento, como o agora irônico "Bonk: Brink of Extinction" (À beira da extinção).

Apesar do fim da Hudson, espera-se que a Konami siga os passos da Playmore, que após assumir o comando da SNK, lançou vários jogos novos baseados nas populares franquias da criadora do Neo Geo, como "Metal Slug" e "King of Fighters". Desta forma, resta aos jogadores torcerem para que a Konami não deixe os heróis Bomberman e Master Higgins, de "Adventure Island" desapareçam junto com a produtora.

Empresa de jogos para redes sociais lucra com dinheiro virtual

Ele é hondurenho, mas pegou o vírus do empreendedorismo digital americano durante a faculdade e o MBA na Universidade Harvard. Influenciado por professores "que só falavam de oportunidades no Brasil", Daniel Kafie, 28, criou, em sociedade com um colega de classe alemão, uma empresa de redes sociais 100% focada no mercado nacional. Mas com sede em Boston e escritório em Buenos Aires, onde conta com um time de 300 desenvolvedores.

A Vostu nasceu há três anos como um concorrente do Orkut, mas diante da força da rede social no país, evoluiu para uma empresa de criação de games para Orkut e celular.

A Vostu é tida nos EUA como a Zynga brasileira, referência à maior empresa de games para redes social, criadora do FarmVille e que faturou US$ 500 milhões no ano passado.

Agora com sede em São Paulo, a Vostu assina games populares como Mini Fazenda (lançado há um ano, inspirado no FarmVille, com 10 milhões de jogadores ativos por mês) e Café Mania (criado em julho passado, com 12 milhões de jogadores ativos mês).

O jogo mais recente, Rede do Crime --"um jogo de máfia em que você tem que roubar coleções, essas coisas que jovens adolescentes gostam"-- amealhou 2 milhões de jogadores em um mês. Esta semana, o game estreou em versão para celular, primeiro produto da empresa para a plataforma.

Segundo Kafie, que falou nesta quinta-feira durante palestra na Social Media Week, a Vostu tira 90% de suas receitas da venda de um dinheiro virtual usado para adquirir bens e serviços nos jogos. Os jogadores podem adquirir as moedas por meio do celular, em bancas, lan houses e até mesmo em farmácias, num total de 50 mil pontos de vendas.

O restante vem de ações de marketing dentro dos jogos. O maior contrato nessa linha, com uma grande empresas de bebidas, está para ser anunciado.

Falando um português recém aprendido, está há dois anos morando em São Paulo, Kafie não revela o faturamento do seu negócio. Diz apenas que está "na casa dos dois dígitos de milhões de dólares". Em novembro, ele e os sócios levantaram US$ 30 milhões com os fundos de investimento em empresas de internet Tiger Global e Accel. Este último tem investimentos no Facebook e no Groupon. Alguns meses antes, outros dois fundos tinham aportado US$ 20 milhões na companhia.

A Vostu tem como principal concorrente a Mentez, empresa sediada em Miami e que é dona do Colheita Feliz, também muito popular no Orkut. Mas diferentemente da Vostu, a Mentez não desenvolve, apenas distribui games desenvolvidos por terceiros, geralmente chineses.

Ladrão tenta extorquir Nintendo

A Nintendo Ibérica informou na quarta-feira que um suposto criminoso roubou de sua base de clientes os dados de 4.000 usuários maiores de 16 anos e tentou negociar um acordo em troca para não denunciar a empresa às autoridades competentes.

Segundo a empresa, a ação ocorreu no último dia 6 de fevereiro.

No processo, foram subtraídos o nome, o número do documento de identidade, o código postal, data de nascimento e telefone "de 4.000 usuários maiores de 16 anos".

Como informou a empresa, no dia seguinte, na última segunda-feira, o pirata virtual enviou e-mail a Nintendo propondo o "início de uma via de diálogo pela qual possam chegar a um acordo que evite esforços legais desnecessários" em troca de não denunciar o grupo diante das autoridades de proteção de dados.

A empresa cancelou o registro "em linha" de seus clientes, substituiu por um sistema telefônico, e confirmou, mediante uma perícia externa e independente, que tinha ocorrido o roubo.

Nintendo Ibérica disse nesta quarta que "em nenhum caso pode negociar com os dados pessoais de seus usuários" e informou que o criminoso continuou ameaçando à empresa em sucessivas mensagens para que um diálogo tivesse início e chegou a estabelecer prazos para dar informação às autoridades e a imprensa.

“First Strike” de Black Ops tem data revelada para o PS3 e PC

Em seu relatório financeiro divulgado recentemente, a detentora dos games da série Call of DutyActivision Blizzard – reportou alguns dados interessantes sobre seu mais novo sucesso Black Ops. Nele, foram divulgadas as cifras – em milhares de dólares – que provam que a série “COD” é um dos IPs (propriedade intelectual) de maior valor na atualidade, pois os números falam por si só.

Black Ops (Foto: Divulgação)Black

Segundo a Activision Blizzard, em novembro de 2010 – mês de lançamento do jogo – Call of Duty: Black Ops tornou-se o primeiro game a ultrapassar a quantia de US$ 650 milhões de dólares em vendas nos primeiros cinco dias de lançamento. Até o momento, o jogo alcançou mais de US$ 1 bilhão de dólares em vendas em todo o mundo.

Além disto, desde o dia 31 de janeiro de 2011, o total de jogadores únicos que jogam Call of Duty: Black Ops aumentou mais de 49% em relação ao número total de jogadores únicos que jogaram Call of Duty: Modern Warfare durante os primeiros três meses após o lançamento de cada um dos jogos. (Logicamente que este número tem relação direta com a base de consoles, pois se compararmos o números de consoles do ano passado com este ano, o número de aparelhos também é bem maior).

Para completar a cota de resultados absurdos de seu jogo, em 01 de fevereiro de 2011, a Activision lançou Call of Duty: Black Ops “First Strike” – o primeiro pacote de mapas adicionais para seu novo “FPS” com exclusividade temporária para a Xbox LIVE (rede online do Xbox 360) – e o conjunto de mapas teve mais de 1,4 milhões de downloads nas primeiras 24 horas, tendo um aumento de mais de 25% em relação ao pacote de mapas “Stimulus Package” de COD: Modern Warfare 2 lançado ano passado.

Por fim, o relatório divulgou oficialmente a data de lançamento de “First Strike” para o Playstation 3 – será dia 03 de março - e no mês seguinte para o PC. Fique com o vídeo de divulgação do pacote de mapas para Black Ops – First Strike:

sábado, 29 de janeiro de 2011

Nintendo 3DS chega aos EUA no dia 27 de março por US$ 250

Nintendo 3DSNintendo 3DS dispensa uso de óculos para exibir

A Nintendo revelou nesta quarta-feira (19) que seu novo videogame portátil, o Nintendo 3DS, chegará ao mercado norte-americano em 27 de março, pelo preço de US$ 250. A Nintendo não confirmou a data de lançamento nem o preço final do aparelho no Brasil.

O anúncio, que também revelou a linha de jogos do aparelho que apresenta imagens em três dimensões sem a necessidade de óculos especiais, foi feita em evento realizado na cidade de Nova York, nos Estados Unidos.

“O aparelho está pronto para ser distribuído em massa”, disse o presidente da Nintendo of America, Reggie Fils-Aime. “Com nossa linha de jogos, os jogadores terão títulos para todos os gostos, esporte, ação”.

Reggie Fils-Aime, presidente da Nintendo of America, apresenta o Nintendo 3DSReggie Fils-Aime, presidente da Nintendo of America, apresenta o Nintendo 3DS (Foto: Gustavo Petró/G1)

No pacote virá um Nintendo 3DS, uma caneta especial retrátil, seis cartões para jogos de realidade aumentada que virão na memória e uma série de softwares de manipulação de imagens e de áudio para que os gamers possam brincar, além de cartão de memória SD de 2 GB e uma base que é conectada à tomada para recarregar o videogame. O aparelho terá dois modelos: o aqua blue, de cor azul, e o cosmo black, preto.

Pela primeira vez, um videogame da Nintendo chegará às lojas com o idioma português do Brasil. “Isso mostra como a comunidade da Nintendo no Brasil é forte e como queremos apostar neste mercado”, disse Mark Wentley, gerente de mercado para a América Latina da Nintendo em entrevista ao G1. “Ainda não temos data de lançamento e preço oficiais para o país, mas estamos trabalhando para levá-lo com um preço competitivo”.

Games prometidos pela Nintendo
'Pilot Wings Resort'
'Dead or Alive Dimensions'
'PES 2011 3D'
'Madden Football'
'Super Street Fighter IV 3D Edition'
'Nintendogs + Cats'
'Steel Diver'
'The Legend of Zelda: Ocarina of Time 3D'
'Kid Icarus Uprising'
'Revident Evil Mercenaries 3D'
'Lego Star Wars III 3D'
'Ridge Racer 3D'
'Asphalt 3D'

Tìtulos
Com o aparelho chegarão títulos já anunciados no Japão como “Pilot Wings Resort” e “Nintendogs + Cats”. Destaque também para o game de luta "Super Street Fighter IV 3D Edition" e para o remake do clássico "Zelda: Ocarina of Time".

O preço dos games e suas datas de lançamento não foram reveladas, embora a Nintendo afirme que trabalha com um prazo de 15 dias para eles chegarem às lojas dos EUA. O mercado dos EUA receberá ainda, com exclusividade no lançamento, o jogo de futebol americano “Madden NFL”.

Os jogos lançados para o Nintendo DS, lançado pela empresa em 2004, serão compatíveis, embora não apresentem imagens em 3D.

A conectividade será o ponto forte do Nintendo 3DS. Além de partidas on-line, os aparelhos poderão se comunicar entre si, trocando dados de jogos e de seus usuários no chamado "Street Pass". Ele acompanhará a evolução do jogador durante o seu dia, contando seus passos por exemplo. Fils-Aime afirma que caminhar poderá liberar conteúdo exclusivo para os games.

Também será possível comprar títulos pela Nintendo E-Shop, loja virtual de games para o aparelho. Ela oferecerá jogos de GameBoy e GameBoy Color, além de games inéditos.

Portátil NGP pode ter mais de uma versão


Interface do NGP utiliza a tela de 5 polegadas de OLED sensível ao toqueInterface do NGP utiliza a tela de 5 polegadas de
OLED sensível ao toque (Foto: Divulgação)

A Sony revelou após o anuncio oficial do seu novo videogame portátil, o Next Gaming Portable (NGP), que o aparelho pode ter mais de um modelo, apresentando diferentes tipos de conexão. A Afirmação é do representante da Sony Computer Entertainment Andrew House em entrevista ao site especializado em game Eurogamer.

O executivo disse que, "apesar de todas as versões do 'NGP' apresentarem conexão Wi-Fi, haverá uma versão com conexão 3G, mais cara". Outro motivo, de acordo com House, é a dificuldade das negociações da Sony com as operadoras de celular em diversas regiões do planeta. "Garantir 3G é uma tarefa fácil para a Sony no Japão, mas não tão simples assim no Ocidente, especialmente na Europa", disse. "As operadoras podem querer exclusividade ou até dificultar a implementação da tecnologia. Por isso, decidimos ter também um modelo sem 3G".

Portátil de nova geração
A Sony anunciou na quinta-feira (27) durante o evento PlayStation Meeting 2011, realizado em Tóquio, no Japão, a nova versão do seu videogame portátil PSP. O protótipo ganhou o nome provisório de Next Gaming Portable, ou NGP.

De acordo com a empresa, o aparelho, que concorrerá com o Nintendo 3DS, tem como destaque gráficos próximos aos vistos no PlayStation 3, tela sensível ao toque com OLEDs – diodos orgânicos emissores de luz — de 5 polegadas, câmera frontal e traseira, touchpad traseiro, duas alavancas analógicas, conexão 3G e Wi-Fi e será lançado no final de 2011.

O nome Next Gaming Portable ainda é provisório. A marca definitiva deverá ser anunciada com a linha inicial de games durante a Electronic Entertainment Expo (E3), que ocorre em junho.

O Next Gaming POrtable, novo portátil da Sony e sucessor do PSP.O Next Gaming Portable, novo portátil da Sony e sucessor do PSP. (Foto: Divulgação)

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

PSP 2 já foi anunciado

Divulgação

NGP tem tela de cinco polegadas, touch screen e dois direcionais analógicos

NGP tem tela de cinco polegadas, touch screen e dois direcionais analógico


Nesta quinta-feira (27), durante o evento PlayStation Meeting 2011, realizado no Japão, a Sony Computer Entertainment anunciou o Next Generation Portable (NGP), codinome do próximo portátil da empresa, que chega para suceder o PSP.

Foram muitas as informações divulgadas durante o evento, e o UOL Jogos organizou este material de perguntas e respostas com as principais novidades do novo videogame portátil da Sony.

Como aconteceu com o PSP, a Sony buscou as tecnologias mais avançadas para equipar o Next Generation Portable, a começar com uma tela OLED, que é considerada melhor que as de LCD, e toda uma gama de sensores que equipam os celulares mais poderosos.

Veja as principais indagações a respeito do novo portátil da Sony e suas respostas:


O que é o Next Generation Portable (NGP)?

É o novo portátil que está sendo desenvolvido pela Sony Computer Entertainment e vem para suceder o PSP.


Quando sai o NGP?

O aparelho está previsto para sair no final do ano, ainda sem data específica.

CARACTERÍSTICAS DO NEXT GENERATION PORTABLE
Processador central ARM Cortex-A9 Core com quatro núcleos
Processador gráfico SGX543MP4+
Dimensões 182 mm de largura por 83,5 mm de altura e 18,6 mm de profundidade (exclui eventuais protuberâncias)
Tecnologia da tela OLED
Tamanho de tela 5 polegadas (medido na diagonal), com proporção de 16 por 9 (widescreen)
Resolução de tela 960 por 544 pontos (similar ao do iPhone 4)
Exibição de cores Mais de 16 milhões de cores
Touch screen Capacitiva (reage apenas a materiais que conduzem eletricidade, como os dedos) e multitoque (reage em mais de um ponto da tela ao mesmo tempo)
Touchpad Localizado na parte de trás do portátil, também é capacitivo e multitoque
Câmeras Uma frontal e outra traseira
Som Duas caixas acústicas e um microfone interno
Sensores De movimento, que mede seis eixos (três do giroscópio e três de acelerômetro), além de uma bússola eletrônica (mais três eixos)
Sistemas de localização Por GPS e Wi-Fi
Botões e alavancas Power, PS, direcional digital, dois direcionais analógicos, quatro botões frontais e dois de "ombro", Start, Select e dois de volume (+ e -)
Comunicação sem fio Rede 3G (aquele usado em celulares), Wi-Fi padrões IEEE 802.11b/g/n e Bluetooth 2.1+EDR


Quanto vai custar tudo isso?

Por enquanto, o valor não foi revelado, mas as tecnologias empregadas no aparelho são bastante custosos.


Como é a cara desse NGP?

O design lembra o do PSP-3000, mas tem dois direcionais analógicos.

Divulgação
NGP tem tela de toque e dois direcionais analógicos; veja imagens do portátil



Afinal, o que o NGP vai ter a mais que o PSP?

Segundo o que mostrado na PlayStation Meeting, o Next Generation Portable teria capacidade de rodar jogos tão complexos quanto os de PlayStation 3. Foi mostrado em demo de "Uncharted" e um "port" quase direto de "Metal Gear Solid 4: Guns of Patriots". Foi notada queda de rendimento, mas, segundo Hideo Kojima, criador do game, se fossem feitos ajustes, o desempenho seria pelo menos idêntico.

Outra coisa que chama atenção é a tela, com cinco polegadas de tamanho (contra 4,3 do PSP) e resolução de 960 por 544 pontos (quatro vezes a mais que o PSP). Pode-se esperar uma qualidade como a tela do iPhone 4, mas bem maior. A tecnologia empregada é a OLED, que tem vantagens em termos de "nível de preto" e de ângulo de visualização em relação ao LCD.


E as especificações técnicas sustentam a alegação da Sony de o NGP ser quase um PlayStation 3?

O processador central é um ARM Cortex-A9 Core com quatro núcleos, um modelo bem avançado. O clock não foi divulgado, mas se consegue emular títulos do PlayStation 1 e do PSP, é bem provável que tenha seja bastante alto (atualmente, os processadores para celulares rondam 1 GHz).

Já o processador de vídeo é um SGX543MP4+ da Imagination Technologies. Os chips dessa linha são alguns dos mais poderosos entre aqueles que consomem 1 mW. Não se sabe quantos núcleos terá o processador, mas é muito provável que seja mais de um. Estima-se que o chip consiga processar 133 milhões de polígonos e preencher quatro bilhões de pixels por segundo.


A tela é sensível ao toque?

Sim. A tecnologia é similar a que é usada nos celulares mais modernos, com alta sensibilidade e detecta mais de um toque ao mesmo tempo.


E o touchpad traseiro, para quê serve?

Trata-se de mais uma alternativa de entrada de comando, com funcionamento similar ao da tela (mas não exibe imagem, naturalmente). Uma demonstração prática foi vista em "Little Deviants", em que toques na touchpad faziam modificar a geografia do solo.

Divulgação
Parte de trás do Next Generation Portable é ocupado por um touchpad multitoque


Pode-se dizer que os controles foram melhorados?

Sem colocar o aparelho na mão isso é complicado analisar, mas o NGP traz dois direcionais analógicos, algo que as pessoas reclamavam do PSP, que tinha apenas uma dessas alavancas.


Como as novas funcionalidades podem impactar na maneira de jogar?

Analisar todas as possibilidades seria impossível, mas abre-se uma gama ampla de alternativas. Em geral, as tecnologias acrescentadas ao NGP permitem games mais intuitivos, permitindo controlar os jogos tocando a tela, e deslocando e girando o portátil no ar (por exemplo, em games de corrida, pode-se manipular o aparelho como um volante).

Com as câmeras, abre-se a possibilidade de jogos de realidade aumentada, em que objetos virtuais são adicionados às cenas captadas pelas lentes (é o caso de "Reality Fighters"). E, com o GPS, pode-se pensar em títulos que aproveitem a localização do usuário (para celulares, existem jogos em que o mapa é uma imagem de satélite do local em que o jogador está).


O NGP é compatível com os jogos para PSP?

Sim, mas desde que estejam disponíveis na loja online PlayStation Store. O NGP não lê discos UMD.


E quais outros jogos o aparelho roda?

Naturalmente, funciona com games especialmente desenvolvidos para o NGP, além de games da linha Mini e clássicos de PlayStation 1.


Como os jogos podem ser adquiridos?

A mídia física do NGP é um cartão próprio, ainda sem nome, baseado em memória flash (como os pendrives), que pode gravar "saves" e conteúdos adicionais. Além disso, é possível baixar títulos através da internet. Além de se conectar à rede através de Wi-Fi, o aparelho também pode usar a rede 3G, que tem uma ampla cobertura.


Rede 3G?

É uma rede usada principalmente por telefones celulares, mas nem todos os NGPs terão essa funcionalidade. Nos Estados Unidos e Europa, haverá modelos com 3G e outros apenas com Wi-Fi. No Japão, todos os aparelhos terão acesso à rede 3G.


Que jogos estão sendo preparados?

A Sony anunciou a seguinte lista como sendo os títulos que estão sendo trabalhados para o NGP (todos os nomes são provisórios):

Reprodução
"Uncharted" é um dos jogos que estão sendo preparados para o Next Generation Portable, o sucessor do PSP
. Broken
. Call of Duty
. Gravity Daze
. Hot Shots Golf Next
. Hustler King
. Killzone
. Little Deviants
. LittleBigPlanet
. Reality Fighters
. Resistance
. Smart As
. Uncharted
. WipEout


Quais companhias estão fazendo títulos para NGP?

A Sony listou as seguintes empresas como sua lista inicial de produtoras que trabalham em games para o novo portátil. Muitas das principais empresas estão no barco do NGP, como a 2K Games, Activision, Capcom, Konami, Square Enix, Ubisoft Warner Bros., mas nota-se a falta das gigantes Electronic Arts e THQ.

NO JAPÃO
Acquire Alvion
AQ Interactive Arc System Works
Arika Artdink Corporation
ASCII Media Works Capcom
Chun Soft Codemasters
Crafts & Meister CyberConnect2
D3 Publisher Dimps Corporation
Edia FromSoftware
Gameloft Genki
Grasshopper Manufacture GungHo Online Entertainment
Gust Hamster Corporation
Hudson Soft Idea Factory
Index Corporation (Atlus) Irem Software Engineering
Kadokawa Games Konami Digital Entertainment
Level-5 Marvelous Entertainment
media5 Corporation Namco Bandai Games
Nihon Falcom Corporation Nippon Ichi Software
Now Production Q Entertainment
Sega SNK Playmore
Spike Square Enix
SystemSoft Alpha Tecmo Koei Game
Tomy Company Tose
Ubisoft Yuke's


NOS ESTADOS UNIDOS
Activision Capybara Games
Demiurge Studios Epic Games
Far Sight Studios Frima
High Voltage Software Kung Fu Factory
Paramount Digital Entertainment PopCap Games
Powerhead Games Trendy Entertainment
Ubisoft Warner Bros. Interactive Entertainment
2K Games 2K Sport


NA EUROPA
Avalanche Studios Climax Studios
Codemasters Eurocom Developments
Eutechnyx Exient
Firemint Gameloft
Gusto Games Home Entertainment Suppliers
Impromptu Software Rebellion
Rockstar Games Sidhe Interactive
Sumo Digital Team 17 Software
Ubisoft Zen Studios


O NGP terá sistema de troféus como no PlayStation 3?

Sim, as atividades dos usuários ficam registrados online, dentro da PlayStation Network.


O que é o LiveArea?

De acordo com a Sony, é um canal de comunidade do NGP. Através da internet, o jogador pode obter novidades (talvez sejam enviadas atualizações também). As atividades ficam registradas e as informações como a lista de troféus ficam disponíveis para os amigos.


O que é o Near?

É um serviço adicional dentro da PlayStation Network que registra a localização do usuário. Com isso, o jogador pode saber quem está usando o Next Generation Portable por perto e qual game está sendo jogado. Além disso, pode-se retroceder no tempo e verificar as pessoas que estavam no local e os games que estavam sendo executados.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

'Valkyria Chronicles II' para o PSP



Capa de 'Valkyria Chronicles 2', para o PSP
Capa de 'Valkyria Chronicles II', para o PSP
(Foto: Divulgação)

Plataforma: PSP
Produção: Sega
Desenvolvimento: Sega
Gênero: RPG de Estratégia
Jogadores: 1 (até 4 em modo cooperativo, 2 em modo versus)
Nota: 9,0*


Depois de 80 horas de jogo, a animação final e os créditos rolam na tela. Em seguida, novas missões “pós-game”, dezenas de armas novas e personagens aparecem. Ainda há muito que fazer, medalhas para conseguir e tanques para construir. ‘Valkyria Chronicles II’ é um jogo longo, com muitos personagens que podem se desenvolvedor de várias formas, criando grande profundidade.

A jogabilidade dá ao game o aval que ele precisa para merecer ser tão longo. Valkyria Chronicles (lançado para o Playstation 3) foi o primeiro do seu tipo, unindo ação e estratégia em um sistema de batalhas com influências de estratégia clássica (baseada em turnos), mas sem equivalente em nenhum outro jogo antes lançado.

As batalhas são divididas em duas partes. Um modo 2D em que é possível ter uma visão aérea sobre o campo, mostrando caminhos, obstáculos e campos inimigos. Nesse modo, é possível escolher um dos membros do seu esquadrão, o que gastará um ponto de controle (CP).

Valkyria Chronicles 2
Valkyria Chronicles II tem 80 horas de jogo
(Foto: Divulgação)

Feito isso, o jogo muda para uma visão de terceira pessoa em 3D que permite controlar seu soldado enquanto ele caminha pelo campo de batalha, até que ele chegue perto de algum inimigo e seja dada a ordem para atirar. A cada CP usado, o soldado pode atacar uma vez. A distância que pode ser percorrida, as armas e comandos disponíveis nesse modo dependem da classe de cada soldado. Exploradores (Scouts) andam bastante, mas usam apenas um rifle; tropas de choque usam metralhadoras, mas não podem ir muito longe.

Enquanto seu soldado anda, ele pode pisar em minas ou encontrar inimigos, que estarão escondidos em trincheiras, sacos de areia ou camuflados na grama. Quando eles o avistarem, irão imediatamente abrir fogo, criando uma ação inexistente em jogos de estratégia. O mesmo vale para suas unidades – o uso correto dos recursos de defesa é tão importante quanto o ataque.

Depois que o turno de uma unidade acabou, o jogo volta para o mapa em 2D e tudo se repete até que seus CPs tenham se esgotado. Daí é a vez do inimigo.

Avan Hardins é o protagonista de "Valkyria Chronicles II". Ele mora no pequeno país de Gallia, rico em mineral Ragnite, o que atraiu o interesse da Federação e do Império. A nação resistiu às investidas do Império, porém foi revelado que a rainha era da raça dos Darcsen, acusados de terem criado, no passado distante, uma calamidade por todo o continente. A família real deveria ser de descendência das Valkyrias, que usaram seus poderes sobrenaturais para restaurar a paz ao mundo.

Valkyria Chronicles 2 2História do game é contada por meio de desenhos (Foto: Divulgação)

A revolta do povo de Gallia deu origem a uma guerra civil, iniciada por aqueles que não aceitam a linhagem Darcsen de sua rainha e que pretendem eliminar todos os Darcsen de Gallia, tornando o país “puro” de raça. Essa guerra tirou a vida de Leon Hardins, irmão de Avan, quando ele foi escolhido para uma “missão secreta”. Para descobrir o que aconteceu com seu irmão, Avan entra na Academia Militar de Lanseal, juntando-se à classe G – os piores alunos da academia.

A história do game é contada a partir de desenhos. Alguns são animados, enquanto outros são apenas caixas com os personagens e um plano de fundo para identificar onde a cena está ocorrendo. O motor “CANVAS”, desenvolvido pela própria Saga, dá um visual de desenho japonês aquarela em todos os aspectos de "Valkyria Chronicles II".

Infelizmente, o enredo é bastante previsível e progride lentamente. Na maior parte do tempo, as missões para continuar são genéricas e não possuem uma ligação forte com os fatos da história. Há também muitas missões abertas para resolver problemas pessoais de colegas, tais como encontrar uma flor no meio de deserto para permitir que o sujeito tímido confesse seu amor, mas essas são opcionais e servem apenas para aumentar os potenciais da classe G.

Opções
O jogo brilha nas opções pré-batalha. As classes do jogo são Exploradores, Tropa de Choque, Lanceiros, Engenheiros e Técnicos. Lanceiros usam bombas contra tanques ou infantaria; engenheiros recarregam a munição de aliados e consertam tanques e curam feridas; Técnicos desarmam minas e carregam escudos que protegem contra fogo inimigo.

Cada uma dessas classes pode se desenvolver de várias formas: exploradores podem se tornar snipers, engenheiros podem virar médicos, e tropas de choque podem aprender a usar lança-chamas para destruir bunkers, por exemplo. São quatro classes finais e duas intermediárias para cada classe inicial.

As armas usadas podem ser criadas no departamento de Pesquisa e Desenvolvimento de Lanseal. Há 13 níveis de desenvolvimento, e as opções se abrem como os galhos de uma árvore com base no que você já desenvolveu e em informações sobre armas encontradas no campo de batalha. Um veículo também pode ser usado, e há diversas opções de canhões, blindagem, metralhadoras e corpos para o tanque, além de acessórios como uma lâmpada que melhoram a visão nas missões noturnas.

Valkyria Chronicles 2 3Personagens de 'Valkyria Chronicles II' (Foto: Divulgação)

São essas opções que dão o ânimo para continuar o game, que é bastante repetitivo. Simplesmente não há variação no objetivo das missões: matar alguém, conquistar algo, escoltar um veículo ou encontrar um item. Os cenários disponíveis são poucos também, então dezenas de missões irão ocorrer nas mesmas áreas. A inteligência artificial é previsível e não muito inteligente, exceto os chefes que usam estratégias próprias.

Rádio
A trilha sonora é decente, com destaque para o “rádio” de guerra que é ouvido em algumas batalhas (“Não! Ele era um cara tão bom!”, quando você mata um inimigo). As conversas principais contam com as vozes dos personagens, mas as menos importantes são de apenas texto. O máximo que se tem é uma frase fixa dita pelos personagens para dar o “tom” do que está sendo dito. São coisas como “What’s up”, “hey”, “yo” e “hahaha” que serão ouvidas dezenas de vezes.

Os modos multiplayer não são muito úteis. No Versus, é muito fácil acontecer que um jogador tenha um esquadrão bem mais forte que o outro. O Co-Op é mais divertido, e nesse modo os dois ou três jogadores agem ao mesmo tempo, o que permite a realização de todo tipo de emboscada no inimigo, além dar ainda mais ação para o game.

Com uma história pouco inovadora, missões repetitivas e a ocasional irritação ao tentar obter um item que nunca aparece, o que torna "Valkyria Chronicles II" um grande jogo é sua jogabilidade, que além de ser excelente e viciante, é exclusiva da série e única no portátil da Sony. Conhecer este game é uma obrigação para qualquer fã de estratégia ou RPGs.

Valkyria Chronicles 2 4Cena de batalha do game para o portátil PSP (Foto: Divulgação)

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